quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

And Justice for all...

Ou o caso da blogueira condenada.

Bom, eu não participei do processo, e também não tenho maiores dados (a incial, contestação, atas de audiência e demais petições, se houveram), além de parte sentença.

A sentença deixa bem claro o teor da condenação cível: “É certo dizer que a ré praticou um ilícito, no momento que, expôs publicamente o nome, CRM e local de trabalho do autor, logo, posteriormente, tece aqueles comentários, cirando verdadeiro nexo de causalidade, entre o profissional ruim e a figura do autor”.

Mas o que a sentença não fala, claramente, é que o limite para a liberdade de expressão é a proteção a honra e imagem da vítima.

Por pior que tenha sido a conduta médica, da qual não vou tecer comentários, não se justifica declinar todas as formas possíveis de se identificar quem seja o merecedor de crítica tão negativa.

Foi me dito que o blog não tinha mais que 100 leitores, entretanto nesse ponto é preciso colocar duas questões: 1. é internet; 2. o próprio objeto da crítica, a pessoa, pode valorar os reflexo daquilo na sua honra.

O blog, o local onde a crítica foi veiculada, pode não ter muitos acessos. Mas a internet permite que se faça uma busca de praticamente qualquer assunto, incluse: médicos, endereços, CRM/ CREMERJ, nomes, etc. O que permitiria que um possível paciente, buscando informações chegasse aquele texto em particular e resolvesse desmarcar sua consulta.

Quanto ao segundo ponto, a honra (tratando aqui apenas da pessoa física) se divide em dois aspectos: a objetiva e a subjetiva. De maneira simples, o aspecto objetivo é o que o juizo que a sociedade faz da pessoa, enquanto o subjetivo é o juizo que a pessoa faz de si mesma.

Levantou-se a hipótese de que o médico não teria alegado injúria ou difamação. A ação é cível, ele não precisa determinar uma figura criminal, precisa sim é determinar o nexo causal entre a conduta e o dano alegado.

E mesmo que houvesse processo criminal, uma ação não influencia a outra. As duas poderão correr em separado, com decisões em separado e diferentes. Com a exceção da absolvição plena criminal: o acusado não foi quem cometeu o crime. Daí morreria a possibilidade de proposição civil - unicamente contra o absolvido.

Outra possibilidade que ouvi foi a questão do direito de resposta. Aí, fica-se na mão daquele que se sentiu lesado. Pois mesmo a época em que vigorava a Lei de Imprensa, não havia obrigatoriedade de pedido de resposta ou de retratação – o lesado podia escolher se queria tentar a resposta ou se iria direto para proposição da ação.

O que acontecia, é que na Lei de Imprensa, havia um prazo muito exíguo para propor as ações. Se eu não me engano, um mês para dar entrada na ação. Não sei se o médico de alguma maneira usou esta lei, mas eu entendo que como a época ela ainda não era considera inconstitucional, teria aplicabilidade ao caso.

Bom, basicamente, essas são algumas idéias que me surgem em relação ao caso, e porque, juridicamente falando, a blogueira foi condenada e no que se baseou a sentença.

A única coisa que ainda paira na minha cabeça é que, me parece, o processo transcorreu com alguns percalços desnecessários para ela. E, devido a situação economica em que a blogueira se encontra, a condenação perde a razão de ser.

A indenização tem caráter satisfativo, para a vítima, e punitivo, para o autor da ofensa. No entanto, o segundo caráter, o punitivo, tem como escopo que o ofensor entenda o que foi que ele fez de errado e não volte a errar. Levando-se em conta se há possibilidade de pagamento da indenização por ele.

O que, diante do caso, mostra total perda deste aspecto, já que a blogueira não tinha condições economicas de pagar. Tanto que o caso chegou a mídia através da ajuda pedida por um amigo dela.

Enquanto que conhecidas grandes empresas, do meio de prestação de serviços aos consumidores, altamente processadas e reclamadas, são "condenadas" a pagar de indenização de danos morais os mesmos R$2000,00 (dois mil reais) imputados a blogueira.

Daí, eu me pergunto, que Justiça é essa?

Ao som de “And Justice for all” do Metallica.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Por fora bela viola...

Estou triste. Como estou triste.
Triste e chateada.
Triste, chateada e estressada.
Mais uma vez na vida eu dei com a cara num muro.
Um muro inesperado, mas ainda assim um muro que obstaculiza a minha passagem.
E surpreendentemente surgindo da onde eu não esperava. Ou menos esperava.
Como é fácil ocorrer o engano. Tão fácil...
Só tenho a dizer que estou triste, e não esperava o que veio.
E como sempre muito errada, fora o tempo que não apareço aqui, ainda resolvo atualizar do curso. A cabeça longe não me permite prestar atenção ao que deveria.
Penso muito em atualizar aqui de maneira recorrente, não deixando as aranhas tomando conta. E colocar meus textos antigos. Fica uma idéia possível.
No fim não resta nada ao que não se deve nada.
Por dentro pão bolorento.

domingo, 29 de março de 2009

Coisa nenhuma

Há quase um ano atrás (21 de maio de 2008), eu escrevi no meu fotolog a respeito de uma idéia que rondava a minha cabeça. Quer dizer, para situá-los a respeito, desde meados de 2007 eu venho estudando a respeito de outras práticas espirituais em busca do meu caminho.
Dentro disso tudo, eu venho buscado algumas respostas e vem surgindo idéias, tais como esta que eu irei colocar abaixo:

"Ser eclético, é ser coisa nenhuma.
Pois nenhum eclético é necessariamente igual a outro eclético.
Ambos são ecléticos porque gostam de coisas diferentes, mas não exatamente das mesmas coisas.
Logo seria uma linha de coisa nenhuma, pois não haverá uma linha de mesmos gostos entre todos os ecléticos.
Desta forma vejo uma chamada "Tradição Eclética" como "Tradição de coisa nenhuma", pois não há uma exata convergência de gostos e escolhas, mas apenas uma convergência de que várias coisas, gostos e escolhas fazem parte daquele arcabouço.

Entendeu?"

Ainda concordo com esta idéia. Não que eu seja contra quem pratica essa linha, mas não há Tradição nisso.
A Tradição aparecerá a partir do momento que um eclético instituir seu conjunto de práticas como a sua linha, e outros após ele continuarem a praticar o núcleo fixo daquelas práticas. Mesmo que depois venham a modificar uma coisa e outra, sem comprometer a essência original.
Cada um faz da sua vida o que quiser, desde que não prejudique aos demais.

Alguns saberão de pronto do que eu estou falando, outros talvez demorem um pouco para entender, ou nunca saberão de todo.

Para o futuro, veremos o que eu abrirei aqui no espaço.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Conversas pela internet

Outro dia mandei uma mensagem em resposta a uma lista da qual participo. Não tinha concordado com determinada colocação a respeito de lei.
Na lista havia pipocado a questão da menina de 9 anos, grávida de gêmeos, que havia sido estuprada pelo padrasto e que realizaram o aborto com base em duas questões legais.

Gostei do que eu escrevi, tanto, que com as devidas ressalvas, irei colocá-la abaixo:

"A verdade é que eu nem ia comentar a respeito do assunto.

Pessoalmente acho que é um tema que condiz com a lista: "provendo um caminho alternativo de realização religiosa" - isto está no perfil da página da lista.
Afinal como se pode ter uma realização religiosa sem viver essa religiosidade, sem pensar nas consequências dos seus atos e palavras?
Esta foi uma pergunta retórica, não espero respostas a respeito.

A lista é sua Fulano e você tem pleno e total direito a determinar o que pode ou não ser falado.

A minha insurgência foi quanto ao que você falou:
"Sicrano, não podemos opinar a cerca de algo que a lei proíbe. Ou seja, independente do que venhamos a pensar sobre o assunto, a lei terá de ser respeitada."

Teria sido mais simples dizer que isso não é para ser discutido na lista.

O que não se poderia definitivamente ser escrito é indicação de remédios para abortar, clínicas de abortos - isso é que apologia ao crime, e não uma discussão saudável sobre direito de escolha e do que dentro Paganismo e Paganismo Nórdico teria de resposta ao tema.

Discutir a respeito do que a lei coloca é desrespeitá-la?
Numa ditadura sim - seja ela qual for.

Só isso."

quarta-feira, 18 de março de 2009

Adentrando-se a 2009

Eu sei. Eu estou parada, logo esse local esta parado.
Depois de conseguir recuperar este espaço, a vontade de recriá-lo foi-se. Ainda não descobri para onde. E algumas outras coisas passam, tirando cada vez mais qualquer possível vontade mínima de me sentar e escrever.

Assim fica difícil.
Mas este canto entrou em 2009.
Com um pífio texto.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lembretes 1

Esqueci como html me mata.
Sim, eu sei o template está uó.
Mas por enquanto fica esse mesmo.

:/

Twilight

Velhos hábitos nunca morrem...

Sei bem que aqui se encontra totalmente vazio, se não apenas por esta postagem e pela figura anterior que engana de postagem. Mas tenho tantas coisas para recolocar aqui. Foram-se tantos outros blogs.
Eu preciso ver como fazer e o que fazer. Todos os textos? Ou só alguns? Fazer comentários atuais para tentar se entender os textos mais antigos? Colocar em quais blogs eles foram postados originalmente?
Abrir-me e dizer quem eu já pretendi ser, como me coloquei, de quantos blogs participei? Dar direito a cessão criativa dos meus textos? (Ou seja ser utilizado em outros lugares, desde que a fonte seja a mim atribuída).
Fazer repescagem de comentários do fotolog, só para comentar melhor idéias e pensamentos?

E ainda ter de parar e ajeitar este html aqui. Pensar e colocar a massa cinzenta para queimar em como eu quero isso aqui.

Tanto a fazer e tanta preguiça no ar...

Com certeza, estou de volta. ;)


PS: e para variar o título é título de duas músicas.